Método Floco de Neve (Parte 1)

By Anna Laitano - November 11, 2018

Capítulo 1:O Sonho Inalcançável



O principal objetivo do blog é facilitar o acesso do autor nacional ao material de escrita criativa, porque sempre me incomodou o fato de que boa parte do conteúdo só existir em outros idiomas. Porém, também sou escritora e contra a pirataria, então não acho certo distribuir um material que está à venda, mesmo que em outro idioma, na íntegra.


Pensando nisso, decidi tomar para mim o trabalho de adquirir determinados livros, ler, resumir e repassar aqui, da melhor forma possível, as ideias principais de cada autor. Além disso, é claro, também complementarei com minha opinião e interpretações, não só sobre a parte teórica, mas sobre o livro em si e quão fácil/relevante é a leitura.




O material de apoio de hoje é How To Write a Novel Using The Snowflake Method, do Randy Ingermanson.


O que o capítulo aborda?



Neste capítulo introdutório, o autor fala um pouco sobre escrita roteirizada, explicando que o roteiro não é como os resumos que fazíamos na escola. Ao invés disso, o resumo (ou esqueleto) se pareceria mais com uma sinopse, uma explicação onde se abordam os pontos de destaques da história.


Ingermanson ainda reforça o que já vimos aqui, além de destacar que os autores que seguem esse método de forma séria, tendem a fazer tantas versões de sinopse quanto sejam necessárias, até a versão final estar perfeita — ou, pelo menos, satisfatória o suficiente. Como resultado, essa "sinopse" pode ter cinquenta, cem (ou até mais!) páginas.


Comentários sobre o capítulo



A primeira coisa que deve ser notada, é que o livro se destaca bastante de outros do gênero, pois substitui a abordagem didática tradicional (onde o autor geralmente quebra a quarta parede, falando diretamente com e para o leitor); ao invés disso, Randy teve uma sacada de mestre: Pegou emprestada uma clássica personagem das histórias infantis, Cachinhos Dourados e os Três Ursos, para montar a metáfora mais simples e eficiente possível. Assim, ele consegue mostrar exatamente como a escrita orgânica e roteirizada são tão opostas, substituindo-as pelas situações que Cachinhos Dourados passa em sua aventura original — onde a sopa é muito fria ou muito quente, ou a cama é muito macia ou muito dura, e assim por diante — até ela encontrar o balanço perfeito na terceira opção, que consegue equilibrar melhor os dois extremos.


Por contar também com narrativa e diálogos, a leitura flui muito melhor, de forma natural e eficiente. A verdade é que nunca vi, nem na internet nem em livros sobre escrita criativa, uma forma tão boa de ensinar sobre os dois (agora três) métodos mais comuns de escrita.

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